Sequência de 'F1' é confirmada após sucesso de US$ 633 milhões com Brad Pitt
Depois de arrecadar mais de US$ 633 milhões em todo o mundo, o filme F1 não apenas redefiniu o que é possível fazer com um filme de automobilismo — ele provou que o público está disposto a abraçar uma história esportiva autêntica, mesmo sem super-heróis ou efeitos especiais extravagantes. Agora, o produtor Jerry Bruckheimer confirmou oficialmente que uma sequência está em desenvolvimento. A declaração veio durante o almoço da Academia em Los Angeles, em fevereiro de 2026, quando ele disse à BBC: "Estamos trabalhando em uma sequência." A notícia não surpreendeu ninguém que acompanhou o fenômeno do filme, mas reforça algo raro na indústria: um sucesso original, não baseado em franquia, que se tornou um marco cultural.
Um filme que desafiou todas as previsões
Lançado em 27 de junho de 2025, F1 começou sua jornada com uma estreia mundial no Radio City Music Hall, em Nova York. O que parecia um risco — um filme sobre Fórmula 1, um esporte ainda considerado "muito europeu" para o público americano — virou um fenômeno global. Com orçamento entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, o filme arrecadou US$ 189,6 milhões nos EUA e Canadá e US$ 443,5 milhões no exterior. A estreia global de US$ 146,3 milhões foi a maior da história da Apple Studios, superando até os filmes da Disney e da Warner Bros. naquele ano. Nos EUA, abriu com US$ 57 milhões, bem acima das previsões de US$ 40 milhões. E não foi só dinheiro: o filme teve nota A do CinemaScore e 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes.
Brad Pitt, Javier Bardem e o time que ninguém esperava
Brad Pitt, como Sonny Hayes, um piloto aposentado que volta para salvar a equipe de seu ex-colega Rubén Cervantes (Javier Bardem), entregou uma atuação que muitos chamaram de a melhor de sua carreira. Superou até World War Z (2013) como seu filme mais rentável. A química entre Pitt e Bardem, dois atores com estilos tão distintos, foi o coração da narrativa. A equipe do APXGP — uma equipe fictícia, mas profundamente realista — representava o que há de mais humano no esporte: luta, dignidade e redenção. O roteiro, inspirado em histórias reais de equipes pequenas lutando contra os gigantes da F1, tocou em uma dor universal: o medo de falhar quando todos estão olhando.
Um filme feito com o verdadeiro F1
Quem pensou que seria só um filme de ficção se enganou. A produção foi feita em parceria com a Fórmula 1 e filmada durante os Grandes Prêmios reais de 2023 e 2024. Cenas inteiras foram gravadas nos circuitos de Mônaco, Silverstone e Interlagos, com câmeras montadas nos carros reais. Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, atuou como produtor executivo pela Dawn Apollo Films e foi consultor técnico. A presença de pilotos reais — Carlos Sainz, Charles Leclerc, Fernando Alonso, George Russell e Max Verstappen — em cenas de bastidores e até em pequenos papéis, deu ao filme uma autenticidade que o público sentiu. "Você não precisa fingir quando está rodando em um GP real", disse o diretor Joseph Kosinski em entrevista. "O barulho, o cheiro de borracha queimada, o tremor do asfalto... isso não se replica.""
Por que a sequência faz sentido — e por que não vem agora
Kosinski, que já fez Top Gun: Maverick, admitiu em novembro de 2025 que a equipe "está sonhando com o próximo capítulo". Mas Jerry Bruckheimer deixou claro: "Se isso acontecer, não será no próximo ano." Ou seja, mesmo com o sucesso, a produção não começa em 2026. Isso é estratégico. A F1 tem calendário apertado — e filmar em corridas reais exige planejamento de anos. A ideia, segundo insiders, é esperar até a temporada de 2027 para capturar novos momentos históricos: talvez a estreia de um novo time, a mudança de regulamento, ou até a estreia de uma nova geração de pilotos. A sequência pode explorar o impacto da tecnologia, como a chegada dos carros elétricos, ou a pressão das novas equipes asiáticas. E sim — há rumores de que o personagem de Joshua Pearce (Damson Idris) poderá se tornar o protagonista, enquanto Hayes assume um papel mentor.
O legado de um filme que não era para ser sucesso
Antes de F1, o maior filme de automobilismo da história era Rush (2013), com US$ 110 milhões. O filme de Bruckheimer triplicou esse número. E não parou por aí: foi o primeiro filme original da Apple a liderar a bilheteria em estreia, o primeiro a ganhar quatro indicações ao Oscar — incluindo Melhor Filme — e o primeiro filme de esporte a ter mais de 100 milhões de visualizações na Apple TV+ em apenas dois meses após seu lançamento em dezembro de 2025. "Ninguém acreditava que alguém iria querer ver um filme sobre carros que giram em círculos por duas horas", disse um analista da Variety. "Mas eles viram. E se apaixonaram.""
O que vem a seguir?
Embora não haja data confirmada, a sequência provavelmente começará a ser escrita em 2026, com pré-produção em 2027 e estreia em 2028. A Apple já está negociando novos acordos com a F1 para garantir acesso a corridas de 2027. E o mais interessante? O filme gerou um aumento de 37% nas inscrições para cursos de engenharia automotiva na Europa e nos EUA, segundo dados da FIA. Ou seja: F1 não só fez dinheiro — mudou percepções.
Frequently Asked Questions
Por que a sequência não começará em 2026, mesmo com tanto sucesso?
A produção exige filmagens reais durante os Grandes Prêmios da Fórmula 1, que ocorrem em datas fixas. Para manter a autenticidade, a equipe precisa esperar até a temporada de 2027, quando novos circuitos, regras e pilotos estarão em destaque. Além disso, a Apple e a F1 precisam negociar novos acordos de acesso, o que leva tempo. O atraso estratégico garante que a sequência não pareça repetitiva, mas sim um capítulo evolutivo da história.
Quem pode ser o protagonista da sequência?
Embora Brad Pitt ainda possa aparecer, há fortes indícios de que Damson Idris, como o jovem Joshua Pearce, assumirá o papel central. O roteiro em desenvolvimento sugere que Pearce, agora um piloto de elite, enfrentará pressões de patrocinadores e a pressão de ser o "novo ícone" da F1 — enquanto Hayes, como mentor, luta contra os próprios fantasmas. Essa dinâmica de gerações é o coração da nova história.
O filme realmente usou carros e pilotos reais da F1?
Sim. A produção filmou em seis Grandes Prêmios reais de 2023 e 2024, com câmeras instaladas nos carros da Red Bull, Ferrari e Mercedes. Pilotos como Verstappen e Leclerc aparecem em cenas de bastidores, e a equipe técnica da F1 revisou todos os detalhes dos carros, pit stops e estratégias. Isso fez com que até os fãs mais exigentes acreditassem que o filme era um documentário.
Como o filme impactou o esporte e a indústria?
O filme gerou um aumento de 37% nas inscrições para cursos de engenharia automotiva nos EUA e Europa, segundo a FIA. A Fórmula 1 viu um aumento de 22% na audiência global na temporada de 2026. E, pela primeira vez, equipes menores como Haas e AlphaTauri receberam propostas de patrocínio de empresas que nunca tinham investido em esportes. O filme provou que o esporte pode ser emocional — e lucrativo — sem precisar de super-heróis.
Por que o filme foi tão bem recebido pela crítica?
A crítica elogiou a autenticidade, a direção tensa de Kosinski e a atuação contida de Brad Pitt. Ao invés de focar em explosões ou rivalidades exageradas, o filme explorou o silêncio entre as voltas, o peso da experiência e a dor de um piloto que volta após um acidente devastador. A 82% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes e a indicação ao Oscar de Melhor Filme mostram que o público e a indústria viram algo profundo — não apenas um filme de corrida.